quarta-feira, 18 de novembro de 2015

De outras vidas até você

        Eu sempre acreditei em outras vidas, mas, só quando te encontrei pela primeira vez há alguns anos, que tive a verdadeira sensação de não ser a primeira vez que nos víamos. Por um segundo, antes de eu julgá-lo com minhas antigas ideias, meu coração parou e era como se já tivesse te visto entrando por uma porta para participar da minha vida.
        Agora, tanto tempo e sofrimento depois, é como se meu sentimento por você não fosse baseado apenas no que vivemos nessa vida. Quando estou ao seu lado, sinto uma calmaria, uma paz, que nada que passamos durante esses anos poderia explicar. Você é meu porto seguro, apesar de ser a minha pior tempestade. Você tem o olhar mais importante, mesmo quando só expressam tristeza ou rancor.
       Como se estivéssemos revivendo nossa história, sinto que preciso corrigir os erros de um passado que não conheço. Sempre que nos separamos, que brigamos, você encontra um caminho de volta para mim. Em meio a todo ódio e toda mágoa que criamos, ainda assim conseguimos ficar felizes quando nos encontramos de manhã e eu não consigo realmente explicar esse amor. Por que sofremos tanto um pelo outro se nem ao menos testamos literalmente esse relacionamento? Por que minha opinião, um mero "imbecil" proferido pela minha boca, é capaz de te destruir? Por que um mero segundo de desprezo seu pode ser o responsável por acabar com o meu dia?
        Não sei se já passamos por isso em outras vidas, mas sei que não posso te deixar partir mais uma vez sem nem ao menos tentar resolver a nossa relação. Se vamos nos separar, que nos separemos para sempre, mas, se vamos nos amar, que esse amor seja eterno. Mesmo que seja eterno apenas enquanto dure.

Até logo, Beatriz.

sábado, 14 de novembro de 2015

Um mundo melhor ainda é possível?

      Todos devem ter vistos as imagens de horror durante e depois os atentados que mancharam de sangue mais uma vez as maravilhosas ruas de Paris. E antes que alguém diga "Se fosse na África, ninguém estaria ligando", essa chacina seria horrível em qualquer lugar do mundo, independentemente do nível econômico do país.
       Todos nós somos seres humanos, todos vivemos no planeta Terra e não importa se foi um deus ou apenas o Big Bang que nos pôs aqui. Somos todos da mesma espécie, de uma imensa família, mas mesmo assim por que ainda existem pessoas matando e ferindo por causa de religiões, de cores de pele?
       Às vezes, pego-me pensando se ainda há saída para essa nossa civilização. Ainda temos o espírito humano em nossas almas ou só nos comportamos de forma racional quando nos agrada? Encontraremos um jeito de contornar todos os problemas que afligem o mundo sem mais guerra sem mais ódio? Ou continuaremos a ouvir tantos tiros, tantos gritos, tantas últimas palavras?
         Hoje, eu gostaria que todos no mundo parassem um pouco e escutassem o silêncio de um mundo baleado. Hoje, todos nós fomos feridos. A cada arma disparada, menos uma chance de termos um mundo melhor. A cada corpo caído no chão, a cada criança sem vida na praia, deixamos mais um pouco da nossa humanidade para trás.
         Eu espero que hoje a força do bem ilumine mais uma vez o ser humano e não nos deixe cair na escuridão sozinhos. Precisamos da esperança para podermos nos reerguer. Os humanos estão se perdendo de suas próprias almas e é necessário que consigamos encontrar a luz antes que seja tarde demais. Antes que não haja nem mais alma alguma para salvarmos.

Até logo, Beatriz.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Estou de volta!

Então, gente, vou começar meu post avisando que finalmente parte do meu vestibular já passou! A primeira fase da federal já foi e agora, enquanto me preparo para a próxima, decidi dar uma retomada aqui no blog. Além de o meu último ano na escola já ter acabado (nosso cronograma é um pouco diferente), 2015 foi um ano muito marcante na minha vida tanto em aspectos ruins como bons e acho que isso influenciou muito a minha forma de ver o mundo. 
E uma das coisas que mudaram muito durante esse ano foi a minha maneira de encarar o amor. Na verdade, bem sinceramente mesmo, não mudou tanto assim, mas estou tentando encarar esse sentimento de um jeito mais leve e descontraída. Já cansei um pouco de relacionamentos complicados!
Por causa disso, resolvi postar minha volta com um textinho super condizente com essa nova vibe da minha vida. Espero que gostem!

         Olhos. Nunca parei para pensar o quanto os olhos podem esconder ao invés do tanto que eles mostram. Entretanto, ao te ver contendo o choro na última semana, senti como se algo bem profundo em mim despertasse.
          Você sempre fez o tipo durão, que nada nem ninguém abala, então, definitivamente esse comportamento não condiz com meus pensamentos a seu respeito. Talvez aquela menina que você tanto amou tenha endurecido o seu coração após quebrá-lo.
         Será que há conserto para uma pedra de gelo? Não tenho uma resposta clara, mas sempre que te vejo me observar sinto que algo em você está implorando para se apaixonar. A cada foto que você tira de mim, tanto o seu coração frio quanto o meu magoado por outro amor parecem ceder um pouquinho. O seu provavelmente avançando mais do que o meu, mas não podemos desprezar meus pequenos passos.
        Acredito que nossa vida dá tantas voltas que nada me surpreenderia se você acabasse formando comigo o shipper endgame. Não que essa seja minha vontade, devo ser sincera. Ainda estou tentando me acostumar com essa ideia de parar te ver e te ter como um amigo birrento para me envolver emocionalmente com você. É estranho pensar que, há dois anos, essa possibilidade nem ao menos existia, nossa história nem dava sinais de que aconteceria; agora, é claro como meus caminhos, auxiliados por sua determinação, me guiam até você.
         Talvez eu esteja me encantando ou simplesmente queira que minha vida ande um pouco. Estou exausta de relacionamentos profundos, de choros sem abraços, de brigas sem respostas diretas e imediatas. Eu quero viver o sentimento na plenitude ou, então, nada. Não suporto mais meio-termos. Se você não me bastar, tudo bem, acabou. Mas se formos um casal compatível, sei que nada faltará.

Beijinhos, Beatriz.