terça-feira, 26 de abril de 2016

As ruas que formam meu lar

      Sinto o cheiro doce saindo da loja ao meu lado, os balões em minha frente parecem um pequeno do céu à venda, a música soa delicada aos meus ouvidos. O sol brilha intensamente sobre minha cabeça, mas o calor não me corrói; na verdade, me aquece, me abraça. Entretanto, nem mesmo uma chuva torrencial poderia acabar com essa sensação de carinho.
      Encolho-me sob os braços de minha mãe, querendo lhe transmitir por inteiro aquela lembrança quentinha como bolo saindo do forno. Não estamos sob um céu azul de apertar os olhos; é o frio cortante e úmido que tenta nos invadir sob as cobertas. Já os balões são apenas as imagens de filmes alegres às quais nos seguramos e nas quais nos inspiramos para não perder a fé. O cheirinho doce, felizmente, realmente sai da cozinha como uma pontada de fantasia em meio à realidade estressante.
      Como uma âncora, a vida real me afunda, me sufoca, me amarra. A sensação, a memória de felicidade se esvai completamente para os neurônios de minha mãe. Seu sorriso instantâneo mostra o quanto aqueles momentos compartilhados também lhes são especiais. Entretanto, seus olhos voltam a ficar tristes, fazendo-me questionar o que há de errado em nossa lembrança. Logo, as pontas de meus dedos começam a formigar: é a imagem voltando. Vejo parte das casinhas brilhantes surgir diante de meus olhos em meio ao meu pálido e frio quarto.
      -Podemos ser felizes juntas - sua voz maternal me relembra o real significado de um amor puro: compartilhar. Seja uma pequena lembrança, seja ruas inteiras de risadas e sonhos: o que as torna especiais é o fato de as termos dividido com outro alguém.
      Sorrio com os lábios gelados. Juntas, rimos atravessamos uma animada multidão e assistimos a chuva cair ainda em nossa janela.
Beijnhos, Beatriz.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

#VidadeEstudante: Como escolhi meu curso

       Não sei vocês, mas uma das minhas maiores motivações no último ano do Ensino Médio era a noção de que aquele era meu último ano de FÍSICA na vida! Apesar de sempre ter tirado nota alta na disciplina (e ter acertado 6 das 9 questões do vestibular), tudo isso era conquistado com muito mais esforço do que eu geralmente empregava para as outras matérias. Saber que nunca mais teria que calcular o valor da aceleração centrípeta era um alívio para meu cérebro exausto.
       Como deixa bem claro o próprio nome do blog, meu projeto de carreira é ser escritora; portanto, eu precisava escolher uma faculdade condizente com meu objetivo de vida. Meu sonho era fazer um curso de Escrita Criativa, mas, sem nenhuma opção no Brasil, busquei alternativas mais próximas possíveis. O curso Estudos Literários da UNICAMP atendia a muitos dos meus desejos, mas limitava o campo de atuação e eu teria que me mudar para cursá-lo. Então, Letras-Bacharelado apareceu.
        Nunca quis ser professora (só a vontade de ser estilista havia dominado minha infância), então fazer Licenciatura não era uma opção. Ou seja, eu já estava excluindo a maior parte das faculdades, que só oferecem essa habilitação. Felizmente, a federal daqui oferecia três opções de bacharelado e, quando passei, pude escolher uma dela.
        Nos primeiros dias de aula, optei pela ênfase em Estudos da Tradução (também havia Estudos Literários e Estudos Linguísticos), pois realmente desejava garantir um "plano B" nessa área. Porém, conforme os quase dois primeiros meses de aula passaram, percebi que ficar em assuntos mais teóricos e técnicos é uma grande tortura para mim, pelo menos, na maior parte das vezes. Portanto, passar meses tratando a tradução de maneira teórica (e depois me focar em uma orientação monográfica nessa área) se tornou impensável.
        Então, como J.K. Rowling virou suas costas para o estudo de línguas estrangeiras e entrou no curso de Literatura Clássica, resolvi mudar minha habilitação e estudar Letras com ênfase em Estudos Literários. Como o primeiro ano é comum para todas as habilitações, até mesmo para Licenciatura, só solicitarei a mudança no próximo semestre. Sinto que agora estou fazendo a escolha certa, mesmo que pareça arriscada!
E vocês? Como escolheram seu curso?
Beijinhos, Beatriz.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Um lugar para imaginar: Magic Kingdom - Parte 1

     De alguma forma inexplicável, apesar de meu imenso amor pela Disney (e principalmente, por seus parques), eu praticamente não a cito aqui no blog. Como meu desejo é tornar o Diário de Uma Escritora Iniciante o mais próximo possível da minha realidade, resolvi fazer um post em duas partes sobre o meu lugar favorito do mundo: o parque temático Magic Kingdom.
      O Magic Kingdom faz parte do complexo de parques e hotéis Walt Disney World Resort, em Orlando, Flórida (EUA). Entre todos os locais incríveis da propriedade, o MK é o mais mágico e encantador, no meu ponto de vista. Casa de todos os contos de fadas (e de personagens mais "atuais" também), o parque nos faz esquecer totalmente da realidade externa e torna qualquer visita a melhor de todas.
      Já viajei para a Disney quatro vezes, mas sou incapaz de dizer a vocês quantas vezes visitei o Magic Kingdom (se for para chutar um valor, aposto 20 vezes). Por causa dessa minha grande gama de experiências no famoso parque do Castelo da Cinderela, resolvi trazer, pelo menos, um pouco dos meus itens favoritos!

1- Funcionamento do parque

Foto do Castelo que tirei em 2013, à espera do
show de fogos!
       Para começar a falar sobre Disney, precisamos estabelecer um conceito básico: o WDW nunca deixa de funcionar. Ou seja, não importa se é Natal ou se é um dia qualquer no meio de março, os parques estarão abertos e quase sempre cheios. A única exceção a essa regra são os parques aquáticos (Blizzard Beach e Typhoon Lagoon), que, durante o inverno, alternam entre si para realizar a manutenção anual.
       O Magic Kingdom, além de estar aberto todos os dias, também costuma ter o maior período de funcionamento, já que abre normalmente entre 8 ou 9 da manhã e fecha só depois das 22 horas. Esses horários costumam se estender no verão e também através das chamadas Extra Magic Hours (horas específicas em que apenas hóspedes dos hotéis Disney podem frequentar os parques) que costumam ser das 7 às 8 da manhã ou das 23h às 2 da manhã.
       Por ser um parque tão visitado, o Magic Kingdom apresenta alguns procedimentos para manter tudo em ordem:
     *Na abertura do parque, é sempre formada uma barreira humana com todos os funcionários que caminha até a Fantasyland, atrás do castelo, para impedir que haja tumultos e pisoteamentos. Pode parecer exagero, mas as multidões ficam totalmente insanas quando se trata das atrações mais concorridas e é um verdadeiro corre-corre para pegar os primeiros lugares da fila pela manhã.
     *O Magic Kingdom apresenta diversos shows e paradas (assunto que tratarei mais especificamente na parte 2 do post) e, por isso, é comum ter que lidar com grandes aglomerações de pessoas em uma mesma região. Para evitar que o tráfego das pessoas que transitam entre as diversas regiões do parque seja impedido, antes de todos os shows, Cast Members (como são chamados os funcionários da Disney) delimitam com fita-crepe no chão todos os locais permitidos para "parar, esperar e ver o show". Esse método sempre funciona, pois eles são muito rígidos e não deixam ninguém passar das linhas.
     *Antes de entrar no parque, todos os visitantes passam pela fila de revista de bolsas e mochilas. Recentemente, foram incluídos detectores de metais, mas nem todos os visitantes precisam passar por eles (não se preocupe, todos os funcionários são bastante delicados para não tornar a situação constrangedora ou desagradável). Nos horários de pico, você demora em torno de 10 minutos para passar dessa área e só então entrar com seu ingresso ou MagicBand. O interessante dessa parte é que você pode observar centenas de pessoas animadas para começar seu dia no mundo mágico (exatamente como você!).
     *Cuidado com as datas especiais! É sempre bom verificar se na noite em que você estará no parque, não haverá nenhum evento especial, como as festas de Halloween e de Natal. Nesses dias específicos, o parque fecha às 19 horas e só quem tem um ingresso especial pode continuar ali.

2- Minhas atrações favoritas (divididas por área)
     O Magic Kingdom se divide em 6 áreas: Main Street USA, Fantasyland, Tomorrowland, Frontierland, Liberty Square e Adventureland. Cada uma das áreas possui um tema específico que é seguido à risca por todos os Cast Members (você nunca verá um cowboy da Frontierland caminhando perto de uma princesa da Fantasyland). Até mesmo o cheiro varia de acordo com as regiões.
   
    *Main Street USA
    A Main Street USA é onde se localiza o Castelo da Cinderela e as lojinhas mais amadas do parque. Costuma ser a parte do parque mais movimentada, já que todas as paradas passam por ali e também é o melhor lugar para assistir ao show de fogos todas as noites. Apesar de não ter uma atração em si, não podia pular essa rua que tem sempre cheirinho de casa.
    Lugares favoritos: Casey's Corner (o melhor lugar para se comer cachorro-quente em toda a Disney - detalhe: sempre lotado após o anoitecer) e Emporium (loja enorme de produtos Disney que se espalha por várias das casinhas presentes no lado esquerdo da foto - impossível sair dela sem comprar nada).


   
      *Tomorrowland 
      A Tomorrowland encontra-se logo à direita da Main Street USA e é famosa por trazer o futuro dos filmes de ficção científica. É uma das áreas que apresenta mais brinquedos e, por isso, nunca fica vazia. Além disso, é comum ocorrerem "baladinhas" temáticas durante todo o dia em que um DJ coloca os sucessos pop do momento enquanto os personagens dançam com os Guests (como somos tratados ao visitaram a Disney). Na minha primeira viagem, foi a parte que menos me interessei por não apresentar muitos personagens à disposição para o Meet&Greet, mas, hoje em dia, é uma das minhas favoritas! É nessa região que se encontra a famosa Space Mountain, montanha-russa no escuro que simula uma viagem ao espaço - eu nunca entrei nela, pois morro de medo de montanha-russa.
    Atrações favoritas: Buzz Lightyear's Space Ranger Spin (brinquedo em que você entra em um videogame em tamanho real e seu objetivo é derrotar Zurg enquanto seu carrinho trafega entre os diferentes cenários - apesar de sempre perder para minha mãe nessa atração, adoro repeti-la!), Tomorrowland Speedway (pista de corrida onde você pilota um carro e "compete" com seus amigos para ver quem chega mais rapidamente na linha de chegada - o mais legal é se encantar pelas paisagens do parque enquanto dirige) e Astro Orbiter (esse é um daqueles clássicos brinquedos em que você fica subindo e descendo, mas o seu diferencial incrível é que ele está a uma grande altura do restante do parque, então você vê o Castelo da Cinderela como se estivesse pertinho de você - uma das minhas experiências favoritas foi quando, ao entrar no brinquedo, o show de fogos começou e pude assistir tudo voando pelos céus).


    *Adventureland
    A Adventureland é a área que menos costumo visitar, pois não me atrai visualmente e tem menos atrações que eu gosto. A região, que fica à esquerda da Main Street USA, traz três conceitos diferentes: uma parte é voltada para os piratas, outra para as aventuras de Aladdin e Jasmine e uma se assemelha a uma selva. Apesar de não ser uma área que eu amo, tenho uma atração favorita para cada uma de suas partes.
   Atrações favoritas: Jungle Cruise (um "safári" em que passamos em um barquinho por diversos animais falsos e índios canibais, mas que tem diversas surpresas em seu percurso), Pirates of the Caribbean (atração maravilhosa que nos coloca no mundo dos piratas, seus efeitos são de chocar qualquer um! - foi essa atração que inspirou a saga de Johnny Depp e não o contrário) e The Magic Carpets of Aladdin (semelhante ao conceito do Astro Orbiter, o legal dessa atração é que seu camelo gigante é responsável por jogar água nos visitantes que estiverem nela - perfeito para os dias de calor).


    *Frontierland
    Aqui que vivem os cowboys do Walt Disney World. Com duas montanha-russas mais tranquilas e diversas atrações menores, essa área é uma diversa completa. A maioria das pessoas que passa por ela não consegue resistir às apetitosas turkey legs (vocês acreditam que ainda não consegui comer nenhuma até hoje?) ou, pelo menos, um balde personalizado de pipoca. Essa é a parte mais afastada do restante do parque, mas, mesmo assim, costumo caminhar até ela uma vez em cada visita. O maior "segredo" dessa área é o fato de que todas as paradas começam ou terminam nela, ou seja, se você arranjar um lugar ali poderá assistir as paradas do mesmo jeito (ou ainda melhor!) do que alguém que estiver na Main Street USA.
     Atração favorita: Splash Mountain (apesar de ter medo de montanha-russa, não resisti a experimentá-la no verão americano. Fui de noite nesse brinquedo, o que fez a queda ficar mais incrível ainda. O trajeto inteiro da montanha-russa é impecável e vale repeti-la - detalhe: nunca vá sem uma capa de chuva, senão sairá encharcado).


      *Liberty Square
      Essa região tem a minha atração favorita de todo o parque: a Haunted Mansion. Como é uma área bem pequena ambientada nos EUA pós-colonial, não posso falar dela e evitar os detalhes dessa atração incrível. Sempre com uma fila enorme, a Haunted Mansion é uma mansão onde teoricamente existem 999 fantasmas e eles te convidam para ser o milésimo. Desde a entrada da atração, onde passamos por salas que esticam e Cast Members assustadores, até a saída do brinquedo, não há nada para reclamar. O trajeto tem efeitos incríveis e até mesmo um cemitério que parece estar à luz do luar. Não há nem palavras para descrever! Vale lembrar também que o filme Mansão Mal-Assombrada também foi inspirado nessa atração.
      Meu outro lugar favorito dessa área é sua loja de enfeites de Natal, que os vende durante todo o ano. Cada enfeite é mais lindo que o outro!
    

      *Fantasyland 
     Enfim, chegamos à minha área favorita! Localizada atrás do Castelo da Cinderela, a Fantasyland abriga os brinquedos mais icônicos do parque. Nela se encontra o Princess Fairytale Hall, onde você encontra Cinderela, Rapunzel e, por tempo limitado, as irmãs Elsa e Anna (elas se mudarão para o Epcot no próximo mês), o castelo da Fera, onde você pode almoçar ou jantar no incrível salão da dança da Bela e a Fera (hoje em dia, apenas com reservas com até 6 meses de antecedência) ou se divertir voando com o Dumbo, em um brinquedo semelhante ao The Magic Carpets of Aladdin. Porém, as atrações mais famosas também são as minhas favoritas...
    Atrações favoritas: Peter Pan's Flight (entre em um barco pirata e viaje com Peter Pan por Londres e a Terra do Nunca - atualmente, a fila da atração passa pela casa da Wendy e inclusive somos "encantados" pelo pozinho mágico da Sininho), Seven Dwarfs Mine Train (a montanha-russa dos Sete Anões é a coisa mais linda do mundo, onde você conhece a famosa mina dos diamantes enquanto se diverte com as subidas e descidas! - não deixe de reparar na visão de toda a Fantasyland durante toda a atração), Under the Sea - Journey of The Little Mermaid (viajando em lindas conchas, somos transportados pela história da Ariel - o momento mais legal é quando encontramos Úrsula, incrivelmente horripilante) e Mad Tea Party (todos nós já fomos a um brinquedo de xícaras que giram, mas esse é ainda mais rápido e muito mais divertido - nunca vá após de se alimentar!).

Minhas atrações favoritas na ordem que as citei
     A Fantasyland ainda possui muitas outras atrações, como a do Pooh, o próprio Castelo da Cinderela (onde existe o salão Bibbidi Bobbidi Boutique e o restaurante Cinderella's Royal Table), a famosa "it's a small world", o carrossel do Príncipe Encantado, o Enchanted Tales with Belle... É definitivamente uma área em que você pode se divertir o dia inteiro!
    Uma das minhas tradições favoritas em Fantasyland é almoçar/jantar no Pinocchio Village Haus, um restaurante que não precisa de reserva e tem várias opções deliciosas, como a maravilhosa Caesar Salad (que saudades!).

Nem preciso dizer que fiquei morrendo de saudades só de escrever esse post, né?
Gostaram da postagem? Preparem-se, pois logo, logo teremos a parte 2!
Beijinhos, Beatriz.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

4 livros que quero ler

        Nos últimos tempos, graças ao meu curso de Letras, resolvi que não devo me ater a somente um gênero literário. Como vou ser "obrigada" a ler diversos clássicos na faculdade, preferi escolher as minhas leituras adicionais aleatoriamente. Ou seja, quando entro em uma livraria, pego um livro que já tinha em mente (normalmente um best-seller atual) e saio à procura de uma obra de algum autor que eu não conheço. Foi assim que me arrisquei à leitura de "Um pequeno herói", comentado anteriormente aqui.
        O único problema dessa prática é que, normalmente, as livrarias dão um enfoque exagerado aos mesmos títulos e acaba sendo dificílimo encontrar algumas obras específicas. No mês passado, por exemplo, quis comprar "Entrevista com o Vampiro", da Anne Rice, e não havia nenhuma livraria ou sebo que tivesse qualquer edição do livro. O mesmo aconteceu com um livro mais recente do Stephen King, "Sobre a escrita: a arte em memórias".
         Por causa dessa dificuldade, estou me tornando uma adepta às compras online. Não consigo mais fugir de certas leituras apenas por não encontrar exemplares! Decidida a encontrar novas obras, mesmo que não sejam tão fáceis de achar, fui até o Skoob e encontrei quatro títulos que me chamaram a atenção:

O Livro Secreto - Grégory Samak

Ao fim da vida, Elias Ein decide se mudar para uma cidade isolada na Áustria, em busca de tranquilidade para aproveitar sua aposentadoria. Um tempo depois de se instalar em sua nova casa, ele descobre uma escada escondida que dá acesso a uma vasta biblioteca com obras incríveis. E entre elas, Elias descobre algo maravilhoso: o Grande Livro da Vida, uma obra sagrada em que Deus escreveu sobre o destino de cada ser humano.
As citações extraordinárias do livro secreto possibilitam interferir no curso da história. Fascinado pelo poder da obra, Elias, que testemunhou a ascensão do nazismo ao poder e perdeu familiares durante o Holocausto, decide usá-la para mudar o destino. Ele vai tentar salvar aqueles que ama, mas, sabe que, acima de tudo, é o destino de todo um povo que está em jogo.
Com um segredo em mãos e muitas decisões a tomar, Elias vai viver uma aventura que o levará mais longe do que podia imaginar. Uma história atemporal, cativante e sensível, que mistura elementos fantásticos e fatos históricos, O Livro Secreto fala sobre amizade e coragem, ódio e covardia.


Para Todos os Garotos que Já Amei - Jenny Han


Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.









A Bela e a Adormecida - Neil Gaiman


Em uma sombria e fascinante história, as mais queridas princesas dos contos de fadas são reinventadas de maneira brilhante pelo inglês Neil Gaiman e o ilustrador Chis Riddell. Em A Bela e a Adormecida, uma jovem rainha é informada, na véspera de seu casamento, sobre uma estranha praga que assola as fronteiras do seu reino, um sono mágico que se espalha pelo território vizinho e ameaça os seus domínios. Na companhia de três anões, a rainha abandona o fino vestido da festa, pega sua espada e armadura e parte pelos túneis dos anões para o reino adormecido. Uma viagem repleta de ação e suspense que leva a uma surpreendente descoberta. Misturando o conhecido e o novo com perfeita sintonia, Gaiman cria mais uma obra repleta de magia e aventura capaz de hipnotizar o mais exigente dos leitores.




Frankenstein - Mary Shelley

Neste clássico da literatura ocidental, o suspense percorre todo o romance, do início ao fim. Inebriado por uma sociedade cientificista e encantado com a alquimia medieval, um estudante decide criar um ser humano. Quando, porém, ele da o sopro de vida à criatura, é tomado de horror e foge, abandonando sua invenção. Com uma personalidade a um só tempo dócil e cruel, forjada numa existência solitária no mundo, o monstro decide ir atrás de seu criador. Mas é novamente rejeitado e, amargurado pelo modo odioso com que é tratado pelas pessoas, inicia a mais cruel das vinganças, que desencadeia uma dupla perseguição e um inevitável fim trágico.








E vocês? Estão interessados em quais livros? Gostaram de algum dos citados acima?
Beijinhos, Beatriz.

Obs: todas as capas e sinopses foram retiradas das páginas do Skoob, que possuem todos os direitos das descrições acima.

sábado, 9 de abril de 2016

Ignorar a si mesma

      Como um vento ríspido e gélido, minha alma parece passar por meu corpo como se ele não fosse mais do que uma folha de papel. Ignora os muros que criei para me proteger dos sentimentos mais fortes e quebra as correntes com que tranquei as portas dos meus pesadelos. Sai de meus braços e pernas fracos e olha o mundo externamente pela primeira vez em toda a sua vida.
      Meu corpo, agora desabitado, cai na cama, buscando um abrigo que sabe que não encontrará. A alma flutua livremente sobre a a forma desfigurada e inesperadamente não sente nada pelo que vê. Sabe que aqueles ossos foram o que lhe sustentaram durante tantos anos, que aqueles músculos foram o seu abrigo, que aquele cérebro foi responsável por realizar seus pensamentos tão criativos.
      Porém, o sofrimento tinha feito com que minha alma ignorasse o corpo que jazia sob sua aura brilhante. Ela tinha conhecido a felicidade, é claro; mas o preço fora alto demais. As dores, as decepções, as traições a talharam para ignorar o que não fosse de primeira importância. De primeira necessidade. Tudo pelo que passou pareceu lhe impor uma ideia de que a sobrevivência é a única maneira de viver na Terra. E agora, minha alma não queria mais estar em uma pseudovida.
      Aprendendo a esquecer o que lhe não fosse útil, minha alma virou as costas para meu corpo e partiu para sua próxima aventura. Ela sabia que só seguiria em frente quando ignorasse os obstáculos ultrapassados. Ela só seria livre quando deixasse sua pior inimiga para trás: ela mesma.

Beijinhos, Beatriz.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Sentindo a leitura... - Um pequeno herói

    Hoje, vim apresentar a vocês um novo quadro aqui do blog: o "Sentindo a leitura...". No curso de Letras, somos incentivados a todo o momento a ler cada vez mais e mais. Porém, não basta ler, segundo os professores, temos que nos aprofundar na obra lida e entendê-la por completo, ou o mais próximo disso.
     O meu professor de Teoria da Literatura sempre nos incentiva a fazer algum tipo de organização (uma ficha, uma resenha...) após qualquer leitura feita. Porém, eu tenho uma pequena aversão às minhas resenhas, pois nunca me sinto realmente satisfeita com elas.
      Como eu quero seguir esse conselho do meu professor, mas ainda fugir das tradicionais resenhas, resolvi fazer um tipo de "entrada de diário" em que irei comentar minhas impressões e sensações sobre o livro lido. Ainda não sei se farei isso com todos os livros que ler, mas tentarei trazer muitas leituras diversas!

      O primeiro livro que li em Abril se chama "Um pequeno herói" do Fiódor Dostoiévski. Nas últimas semanas, tenho escutado, nas aulas do professor já citado anteriormente, o nome de Dostoiévski sempre que tratamos sobre grandes obras que nos engrandecem como leitores. Como nunca havia lido nada do autor, resolvi começar com uma obra curta para ver como se sentia em relação ao seu modo de escrever.
      Nas 88 páginas do livro, Dostoiévski retrata as primeiras sensações amorosas de um menino de quase 11 anos de idade. A narrativa se passa na Rússia tsarista, então o garoto, que pertence à classe abastada, é rodeado de luxo e muita futilidade. Apesar do narrador se referir com desprezo aos homens da época, somos mais expostos às figuras femininas: mulheres lindas de olhos claros que parecem viver apenas em seus mundinhos particulares.
      Para o menino, não é tanto o supérfluo que lhe chama a atenção, mas sim a personalidade das pessoas ao seu redor. Nem mesmo a beleza de uma das mulheres que constantemente caçoam de sua inocência é capaz de superar a bondade que lhe encanta na misteriosa Madame M. Parece se formar um verdadeiro paradoxo: em uma sociedade que o dinheiro parece ser a única coisa que importa para os adultos sabidos, a criança "boba" consegue ver o que realmente importa.
      Ao contrário do que eu esperava, a escrita de Dostoiévski é leve e, em muitos momentos, até descontraída. Acredito que essa linguagem fácil foi usada para se aproximar da realidade do garoto de 11 anos, mas também parece ser um traço natural do autor. Logo que tiver a oportunidade, irei me aventurar em algum de seus romances mais conhecidos para tentar absorver mais de seu jeito literário.
      Uma das coisas que mais me chamou a atenção sobre "Um pequeno herói" foi o contexto em que o livro foi escrito. Dostoiévski estava preso por suposta conspiração contra o tsar e, mesmo na escuridão e sofrimento da prisão, foi capaz de escrever uma narrativa tão luminosa e até mesmo divertida. Repleto de ironias e críticas quase escancaradas contra o modo fútil que vivia a aristocracia da Rússia no século XIX, "Um pequeno herói" nos traz uma visão histórica por meio de uma história simples como a de um primeiro amor infantil.
Nota: 4 estrelas

Beijinhos, Beatriz.

sábado, 2 de abril de 2016

Meu Aeroporto Literário - Março


       Estou orgulhosa de aparecer aqui no blog com um "Meu Aeroporto Literário" muito mais movimentado do que o de Fevereiro. Em março, comecei a faculdade e os professores nos encheram de leituras. Apesar de muitas deles serem apenas trechos, também começamos a leitura de alguns livros na íntegra.

1- Balcão de Check-in (Livros que comprei)
       *Convergente - Veronica Roth
       *Um pequeno herói - Fiódor Dostoiévski
       *Manual de Linguística - Mário Eduardo Martelotta
       *Língua Portuguesa I: Fonética e Fonologia - Adelaide Silva
       *Norma Culta Brasileira: Desatando alguns nós - Carlos Alberto Faraco
       *Odisseia - Homero
       *A língua do Brasil amanhã e outros mistérios - Mário A. Perini

       Esse mês não comprei muitos livros além dos pedidos pela faculdade (os últimos cinco da lista acima), já que não queria me atrasar nas leituras obrigatórias. É a primeira vez que entro em contato com livros que debatem a questão da língua e a abrangência da Linguística, uma experiência que estou amando!

2- Portão de Desembarque (Livros lidos)
       *Dezessete Luas - Margaret Stohl e Kami Garcia
       *A Sereia - Kiera Cass
       *A 5ª Onda - Rick Yancey

      Ainda não consegui retomar o ritmo de leitura de janeiro, mas estou feliz por ter melhorado em relação a fevereiro. "Dezessete Luas" e "A Sereia" li no início do mês, mas, graças às leituras da faculdade, só consegui terminar "A 5ª Onda" no último dia do mês.

3- Voo de Cruzeiro (Livros que estou lendo)
      *Manual de Linguística - Mário Eduardo Martelotta
      *Língua Portuguesa I: Fonética e Fonologia - Adelaide Silva
      *Norma Culta Brasileira: Desatando alguns nós - Carlos Alberto Faraco
      *Odisseia - Homero

      Como nesse mês não desisti de nenhum livro, resolvi substituir a seção "Voos Cancelados" pela "Voo de Cruzeiro". Nessa seção, mostro os livros que estão em andamento, mas que ainda não pude terminar, semelhante ao momento do voo em que já estamos em uma altitude estável e não chegamos ao nosso destino final. Em fevereiro, todos os livros que ficaram "em aberto" são pedidos da faculdade e eu não os terminei justamente para acompanhar o ritmo de leitura determinado pelos professores.

4- Fila de Embarque (Livros que continuam na estante)
       *Os Heróis do Olimpo: A Marca de Atena - Rick Riordan
       *A Letra Escarlate - Nathaniel Hawthorne
       *Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Anjos Caídos - Cassandra Clare       
       *Morte Súbita - J.K. Rowling       
       *Gabriela, Cravo e Canela - Jorge Amado       
       *Fogo Morto - José Lins do Rego       
       *Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
       *Convergente - Veronica Roth
       *Um pequeno herói - Fiódor Dostoiévski
       *A língua do Brasil amanhã e outros mistérios - Mário A. Perini

     Nesse "Meu Aeroporto Literário", como incluí uma nova seção, não incluí os livros que estou lendo na "Fila de Embarque", já que tecnicamente eles estão sendo lidos e não parados na estante. Minha meta para este mês é terminar, pelo menos, cinco livros, então, provavelmente, veremos uma melhora nessa pilha. Apesar de ainda ter muitos livros para ler, fico feliz que estou movimentando minha vida literária novamente. Afinal de contas, estou estudando Letras; não podia ser uma leitora descuidada!

Beijinhos, Bia.