terça-feira, 29 de novembro de 2016

Nós precisamos falar do que Rory Gilmore se tornou

       Como já falei anteriormente aqui no blog, Gilmore Girls é uma série muito especial para mim. Para falar a verdade, é a minha favorita e também da minha mãe (a minha Lorelai!). Por causa disso, passei as últimas semanas esperando o maravilhoso dia 25 de novembro, Às dez da manhã da última sexta-feira, comecei minha maratona do famigerado revival que acabara de chegar ao Netflix.
       Conforme o dia passava, eu e minha mãe assistimos os episódios enquanto alternávamos entre lanchinhos suculentos ao nível das Gilmore. "Inverno" e "Primavera" (cada capítulo era nomeado e ambientado em uma estação diferente) nos fizeram lembrar de tudo que amamos na série original. Os nossos queridos habitantes de Stars Hollow (Kirk, Babette, Taylor, Lane...), a amizade de Lorelai e Rory, o Luke sendo o rabugento mais fofo do mundo... Até nosso ship estava "intacto"! Porém, com a chegada de "Verão", uma preocupação surgiu em nossas mentes: aquela Rory que víamos era realmente a nova Rory?
       Eu estou tentando não dar spoilers nesse post, então não poderei exemplificar quais atitudes fizeram me decepcionar com a Lorelai Gilmore mais nova. Conhecida por seus hábitos caseiros e sua paixão pela leitura, Rory passou as primeiras temporadas da série sendo um exemplo (ou um espelho) para muitas leitoras do mundo. Conforme ela crescia, percebemos que a Rory doce e ingênua, naturalmente, começava a perder algumas de suas qualidades altruístas, mas mesmo assim ainda conseguíamos entendê-la. Primeiro, ela dormira com um homem casado; tudo bem, a perdoamos por ser seu primeiro amor. Depois, ela abandonara Yale por seis meses; a pressão de não ser boa suficiente a havia derrubado... Sua prisão e seu surto subsequentes foram quase imperdoáveis, mas não incompreensíveis. Entretanto, as ações de Rory no revival não me passam sua essência.
       Rory parece ter se tornado outra pessoa. Perdida, sem sonhos definidos e sem planos reais, a filha de Lorelai parece uma recém-formada na faculdade que ainda não se achou. Porém, ela se formara nove anos antes. Não vemos praticamente nada do que ela fizera nesse período e isso dificulta ainda mais a nossa aproximação com a personagem. Aparentemente do nada, Rory se tornou alguém que não pretende fazer nada. O problema real de sua historia no revival não é não fazer quase nada, mas não o pretender. Não a vemos tomando praticamente nenhuma grande decisão (além dos últimos minutos do episódio "Outono") e isso me deixou extremamente aborrecida. Rory se tornara uma grande inspiração para mim e vê-la dessa maneira me abalou profundamente. 
       Sem seus livros, sua compaixão com os outros, seus sonhos, Rory se tornou uma casca do que era em 2007. Suas atitudes perante seus amores foram apenas reflexos do fato de que ela parece não saber mais quem é. Quem diga que Rory está se tornando Lorelai está apenas mostrando que também não acredita mais em uma identidade própria da Rory. 
      Caso Amy Sherman-Palladino resolva retornar com mais episódios para série, talvez reencontremos a Rory que tanto amamos e até idolatramos. Entretanto, se esse for realmente o fim de Gilmore Girls, é triste perceber como uma das protagonistas mais fofas e inteligentes da televisão perdeu-se do seu rumo e acabou sem nem estar perto de encontrá-lo.
E vocês? O que acharam da Rory nesse revival?
Beijinhos, Beatriz.

sábado, 26 de novembro de 2016

Os voos literários dos últimos meses

       Como eu disse há algumas semanas, o "Meu Aeroporto Literário" vai voltar em dezembro com as movimentações na minha estante desse mês, mas muitas coisas ficarão de fora por eu não ter postado o de agosto, setembro e outubro. Por causa disso, resolvi escrever um pouco sobre tudo que li nos últimos tempos.

       No total, foram 17 livros lidos em apenas 3 meses. Na verdade, como agosto foi um mês particularmente ruim, só comecei a lê-los dia 15 de setembro, quando terminei NERVE. Portanto, desde que saí da faculdade, acho que bati meu recorde de leitura em tão pouco tempo.
       Para que vocês tenham uma melhor noção de minhas impressões de todos os livros, resolvi separá-los de acordo com as estrelinhas que dei no Skoob e também escolhi meu Top 3.
       3 estrelas: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares; Um estudo em vermelho; A moreninha.
       4 estrelas: Eu me chamo Antônio; Peter Pan; Para todos os garotos que já amei; Claro Enigma; Boa Noite.
       5 estrelas: NERVE; Fazendo meu filme 2 - Fani na terra da rainha; A Casa de Hades; Princesa das Águas; Ilustre Poesia; Segundo; Fazendo meu filme 3 - O roteiro inesperado de Fani; Fazendo meu filme 4 - Fani em busca do final feliz; O Livro de Memórias.
       Como 9 livros entraram na lista de 5 estrelas, resolvi escolher meu Top 3 com base nos que mais me emocionaram;
     
Terceiro lugar: Ilustre Poesia - Pedro Gabriel
       Misturando poesia e prosa, Pedro Gabriel assina pela primeira vez seu livro ao invés de utilizar apenas a marca Eu me chamo Antônio. Para mim, o melhor dos três livros da série consegue trazer à tona os sentimentos que todos sentimos, mas que nunca seríamos capazes de expressar da mesma maneira.

Segundo lugar: Fazendo meu filme 4 - Fani em busca do final feliz - Paula Pimenta
       O último livro da série da Paula Pimenta, com mais de 600 páginas, foi tão gostoso de se ler que não demorou mais de um dia para eu devorá-lo. O fim da história foi tudo que eu esperava e ainda mais, deixando-me com uma pitada de esperança de o final feliz para meus problemas também vai aparecer. Estou ansiosa para ler a série "Minha vida fora da série", que é derivada de "Fazendo meu filme".

Primeiro lugar: O Livro de Memórias - Lara Avery.
       Esse livro é um daqueles feitos para você chorar até desidratar. A história gira ao redor de Sammie, uma brilhante adolescente que descobre possuir uma doença degenerativa que lhe fará perder toda a sua memória e até mesmo sua vida. Todo o enredo é escrito através de entradas do Word da protagonista, o que o faz ainda mais pessoal e doloroso. Definitivamente, o livro que mais mais me marcou de todos os 17 lidos.

Espero que tenham gostado!
Beijinhos, Beatriz.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Harry Potter em minha vida

Livro e os marca-páginas especiais que ganhei
por comprar na estreia
       Quem pensava que o Menino que Sobreviveu mudaria a vida de tantas pessoas de fora do mundo bruxo? Há muitos anos, em 2002, eu (com meus meros quatro anos) percebi que não conseguia mais assistir aos filmes de Harry Potter no cinema. Eram assustadores demais para mim. Apenas, em 2008, eu voltaria a me envolver com o universo de J.K. Rowling, quando fui tomada pela vontade de ler os livros.
       Entretanto, só em 2009, finalmente me tornei uma potterhead. Eu e minha antiga melhor amiga M até criamos nosso próprio mundinho imaginário onde poderíamos ir para Hogwarts. Chega a ser irônico eu ter me apaixonado pelo Wizarding World exatamente com a mesma idade que os bruxos vão para a escola de magia e bruxaria. Acredito que foi nesse momento que peguei o Expresso de Hogwarts para nunca mais voltar.
       Nessa semana, li "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" e me senti mais uma vez uma nascida trouxa. É quase impossível (e inaceitável, vale dizer) acreditar que todo aquele mundo maravilhoso não existe. Onde está Hermione para dar um jeito na política de nosso país? Quando encontraremos Escórpio Malfoy para ter uma profunda e divertida conversa geek? Não posso dar mais detalhes sobre os personagens nessa nova aventura, pois senão será uma enxurrada de spoilers.
O livro, em capa dura e sem a sobrecapa, e os bonequinhos
do Harry e da Hermione que tenho há muitos anos
       O importante é que a história, apesar de ser escrita em forma de roteiro, não perde a essência da saga original. Eu havia lido todos os detalhes publicados por aqueles que assistiram à peça nas primeiras apresentações e, mesmo assim, me surpreendi em quase todas as cenas. Decepcionei-me, porém, com a falta de informações sobre muitos personagens (como Hugo Granger-Weasley) e sobre as casas Corvinal e Lufa-Lufa, que são apenas citadas em uma cena. A maioria dos personagens me encantou ainda mais do que nos sete livros, mas a Rosa Granger-Weasley me irritou profundamente.
       No aspecto geral, o livro das duas partes da peça é o melhor presente que J.K. Rowling (que não escreveu o roteiro, mas ajudou na criação da história) poderia nos dar. "A Criança Amaldiçoada" é definitivamente merecedor das 5 estrelinhas - ou de 50 pontos para a Grifinória, como diria Dumbledore.
       Beijinhos, Beatriz (lufana com orgulho e muito amor!).