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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

No Sofá com Netflix: 3%

       Hoje, é hora de recuperar mais um quadro que eu adoro escrever: o "No Sofá com Netflix"! Eu prometi há alguns meses que traria mais séries, mas acabei apenas falando de Gilmore Girls e deixei vocês sem novidades. Entretanto, agora é hora de falar sobre a última série que completei!
       No mesmo dia que o revival de Gilmore Girls foi lançado, a Netflix também disponibilizou a primeira temporada completa de 3%, a primeira série brasileira feita pela plataforma. Ambientada em um Brasil pós-apocalíptico, a trama aborda a divisão que predomina nessa sociedade futurista: enquanto 97% da população vive em uma miséria completa - sem acesso nem mesmo a comida e água de qualidade - no Continente, outros 3% possuem uma vida paradísica praticamente no Maralto.
       Essa elite é escolhida todos os anos através do Processo, que permite que todos os jovens com 20 anos tentem alcançar esse "passe" para o paraíso. Porém, essa chance é única e quem não passa é obrigado a viver, pelo resto de sua vida, na miséria em que nasceu. Esse contexto cruel obviamente leva os candidatos do Processo ao extremo e fazem com que cada prova se torne uma questão de vida ou morte. E, particularmente, o chefe atual do Processo ajuda a tornar o ambiente cada vez mais hostil para os participantes.
       A série logo me conquistou pelo quesito distopia, mas me surpreendi positivamente pelo desenrolar da trama (só sofri pela temporada ser tão curtinha, com apenas 8 episódios). Não imaginava que muitos episódios seriam violentos como foram e até que gostei bastante de todos os personagens. Entretanto, a parte mais incrível de 3%  é justamente o que está nas entrelinhas da história.
       De uma forma perturbante, a sociedade que divide os protagonistas é uma clara analogia com a nossa, em que a maioria esmagadora da população vive em situações extremamente precárias, enquanto outros reservam para si todos os privilégios. O próprio Processo idealizado pelo Maralto mostra a forma como a meritocracia vê os mais necessitados: "aqueles que merecem conseguem". Até mesmo a corrupção, que tem assombrado nossos jornais e nosso cotidiano cada vez mais, tem sua ponta na série através do Conselho do Maralto e do chefe Ezequiel.
       Não consigo escolher um personagem favorito, pois todos têm grandes falhas, mas confesso que me simpatizei mais com a Joana. Caso você ainda esteja no começo da série, pode não entender minha decisão, mas é só assistir até a season finale que tudo se explica! Já o personagem que eu mais odiei foi definitivamente o Fernando, que passou 99% sendo enganado por todo mundo da série e mesmo assim continuou a ser o mesmo iludido do começo da temporada.
       Como já foi dito na Comic Con, a segunda temporada da série está confirmada e eu estou muito ansiosa para saber o que vai acontecer daqui para frente! Tantas questões foram deixadas para terem uma melhor resolução que não havia como não ter uma continuação.
E vocês? Já assistiram 3%?
Beijinhos, Beatriz.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Nós precisamos falar do que Rory Gilmore se tornou

       Como já falei anteriormente aqui no blog, Gilmore Girls é uma série muito especial para mim. Para falar a verdade, é a minha favorita e também da minha mãe (a minha Lorelai!). Por causa disso, passei as últimas semanas esperando o maravilhoso dia 25 de novembro, Às dez da manhã da última sexta-feira, comecei minha maratona do famigerado revival que acabara de chegar ao Netflix.
       Conforme o dia passava, eu e minha mãe assistimos os episódios enquanto alternávamos entre lanchinhos suculentos ao nível das Gilmore. "Inverno" e "Primavera" (cada capítulo era nomeado e ambientado em uma estação diferente) nos fizeram lembrar de tudo que amamos na série original. Os nossos queridos habitantes de Stars Hollow (Kirk, Babette, Taylor, Lane...), a amizade de Lorelai e Rory, o Luke sendo o rabugento mais fofo do mundo... Até nosso ship estava "intacto"! Porém, com a chegada de "Verão", uma preocupação surgiu em nossas mentes: aquela Rory que víamos era realmente a nova Rory?
       Eu estou tentando não dar spoilers nesse post, então não poderei exemplificar quais atitudes fizeram me decepcionar com a Lorelai Gilmore mais nova. Conhecida por seus hábitos caseiros e sua paixão pela leitura, Rory passou as primeiras temporadas da série sendo um exemplo (ou um espelho) para muitas leitoras do mundo. Conforme ela crescia, percebemos que a Rory doce e ingênua, naturalmente, começava a perder algumas de suas qualidades altruístas, mas mesmo assim ainda conseguíamos entendê-la. Primeiro, ela dormira com um homem casado; tudo bem, a perdoamos por ser seu primeiro amor. Depois, ela abandonara Yale por seis meses; a pressão de não ser boa suficiente a havia derrubado... Sua prisão e seu surto subsequentes foram quase imperdoáveis, mas não incompreensíveis. Entretanto, as ações de Rory no revival não me passam sua essência.
       Rory parece ter se tornado outra pessoa. Perdida, sem sonhos definidos e sem planos reais, a filha de Lorelai parece uma recém-formada na faculdade que ainda não se achou. Porém, ela se formara nove anos antes. Não vemos praticamente nada do que ela fizera nesse período e isso dificulta ainda mais a nossa aproximação com a personagem. Aparentemente do nada, Rory se tornou alguém que não pretende fazer nada. O problema real de sua historia no revival não é não fazer quase nada, mas não o pretender. Não a vemos tomando praticamente nenhuma grande decisão (além dos últimos minutos do episódio "Outono") e isso me deixou extremamente aborrecida. Rory se tornara uma grande inspiração para mim e vê-la dessa maneira me abalou profundamente. 
       Sem seus livros, sua compaixão com os outros, seus sonhos, Rory se tornou uma casca do que era em 2007. Suas atitudes perante seus amores foram apenas reflexos do fato de que ela parece não saber mais quem é. Quem diga que Rory está se tornando Lorelai está apenas mostrando que também não acredita mais em uma identidade própria da Rory. 
      Caso Amy Sherman-Palladino resolva retornar com mais episódios para série, talvez reencontremos a Rory que tanto amamos e até idolatramos. Entretanto, se esse for realmente o fim de Gilmore Girls, é triste perceber como uma das protagonistas mais fofas e inteligentes da televisão perdeu-se do seu rumo e acabou sem nem estar perto de encontrá-lo.
E vocês? O que acharam da Rory nesse revival?
Beijinhos, Beatriz.

domingo, 10 de julho de 2016

No Sofá com Netflix: Gilmore Girls

      Como estou de férias, tenho tido tempo o suficiente para fazer uma das coisas que mais me divertem: assistir sérias. Já faz alguns meses desde que eu "larguei" minhas sérias antigas (The Vampire Diaries e Once Upon a Time) por falta de tempo e até de interesse para voltar a assisti-las. Entretanto, como há alguns meses adquiri o Netflix, comecei a assistir novos títulos.
      Até agora estou assistindo Shadowhunters (na verdade, já terminei a primeira temporada e estou à espera da segunda que só chega em 2017), How to Get Away With Murder (preciso assistir a segunda temporada, que não está disponível no Netflix) e Gilmore Girls. É sobre essa última série que resolvi falar no primeiro post desse novo quadro: "No Sofá com Netflix".
     Nesse quadro, irei comentar tanto sobre as séries que me chamaram muito atenção na plataforma Netflix quanto os meus favoritos que lá estão disponíveis. Para começar, escolhi a série com a qual mais me identifiquei até o momento.
     "Gilmore Girls" foi ao ar entre 2000 e 2006, com um total de sete temporadas exibidas. Entretanto, esse ano, a Netflix anunciou que está produzindo um revival da série, formado por quatro capítulos de 1h30min (cada episódio contará uma estação da vida das protagonistas, formando no total um ano completo). A história da série gira ao redor de Lorelai Gilmore e sua filha Rory Gilmore. Lorelai tinha apenas 16 anos quando teve Rory (na verdade, esse é o apelido, pois sua filha também leva seu nome "Lorelai") e, para manter sua independência e poder cuidar de sua filha, ela saiu de casa e desde então criou a garota sozinha. Agora, Rory tem 16 anos e é uma garota estudiosa, apaixonada por livros e que sonha ir para Harvard.
      Apesar de aparecer diversos amores tanto para Lorelai quanto para a Rory, a série não perde o foco de seu principal tema: o amor entre mãe e filha e as relações "familiares" (com os amigos da cidade Stars Hollow) criadas a partir dessa dupla dinâmica. Eu e minha mãe somos melhores amigas, então quando me deparei com uma série que falava sobre a amizade entre mãe e filha extremamente parecidas, me encantei. Rory, como eu, é totalmente focada nas suas responsabilidades e seus sonhos.
      Estou apenas na segunda temporada, então ainda tenho muitos episódios pela frente. Pretendo chegar até a terceira temporada ainda essa semana. Como cada uma tem 21/22 episódios, fica difícil ver tudo de uma vez!
     Antes que eu me esqueça: Rory cita e lê livros em todos os capítulos (ela leva um ou mais livros para qualquer lugar que vá, inclusive a festas!), então os fãs da série criaram uma lista com todas as obras literárias citadas. O número de livros do "The Rory Gilmore Reading Challange" varia entre 250 e 339, pois algumas listas consideram os livros citados, mas não lidos realmente em cena. Eu baixei essa lista (você pode conferir aqui) e coloquei como meta ler o máximo de livros possíveis até me formar na faculdade. Acho que nessa lista estão contidos 339 livros e eu só li até o momento 13 deles, então tenho um longo caminho pela frente!
E vocês? Já assistiram "Gilmore Girls"?
Beijinhos, Beatriz.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Oi, pessoal!

       Nem vou me prolongar muito na minha explicação de porque sumi: estou em ano de vestibular e é uma correria que não dá para controlar. Como praticamente hoje acabou o meu primeiro bimestre, resolvi vir aqui e aparecer para falar um pouco sobre minha vida!
        As metas de leitura de fevereiro foram um fracasso total, gente. Nem encostei naqueles livros, então melhor não comentar. Mas, para compensar, li essa semana dois livros (Lucíola e Poemas Escolhidos de Gregório de Matos) sobre os quais irei comentar no post de maio do Estante do Mês.
         Já programei um post fofo para amanhã (mas nada compete com esse panda lindinho da foto), porém não vou deixar hoje sem dizer nada sobre minha vida. Então, vamos às minhas reflexões do mês de março/abril.
         Acredito que vocês não saibam disso, mas sou grande fã da One Direction (até fui ao show deles no Rio de Janeiro ano passado) e, como foi amplamente divulgado na imprensa nas últimas semanas, o Zayn saiu da banda. Não vou dizer que fiquei realmente triste com a saída, mas ainda não me acostumei com a ideia de que, a partir do próximo álbum, nenhum das músicas vai ter aquela voz aguda do Zayn, que sempre foi minha preferida!
         Além disso, outra coisa de qual sou fã sofreu uma grande perda: The Vampire Diaries, a partir da sétima temporada, não contará mais com Nina Dobrev no elenco. Não entendo como a série vai seguir sem a Elena (a protagonista mais chata do mundo, mas que ninguém suporta perder), mas ainda tenho esperanças que eles vão dar um final digno para Delena (meu segundo casal favorito da televisão).
        Sei que essa minha volta não foi cheia de coisas interessantes para vocês, mas, como esse blog é meu cantinho de desabafo, estava morrendo de saudades de contar como estou! Espero conseguir voltar mais vezes (amanhã estarei aqui de novo, não esqueçam!).
Até a próxima,
Beatriz.